A escala de abril

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Templo Swayambhunath
No mês de abril tive uma escala diferente, a maioria dos meus vôos foram para o Nepal, fora um vôo para São Paulo e outro para Jeddah. Foi um mês legal pois os horários de chegada e saída dos vôos para Kathmandu e a pouca diferença do fuso horário de nossa base, favoreciam para que eu tivesse uma rotina normal, podendo dormir e acordar em horários favoráveis, pois não são vôos noturnos.

Aproveitei para conhecer mais o país. Me envolvi em um trabalho de caridade que meus colegas participam com uma escola de Kathmandu. Crianças muito pobres, que vivem em uma situação difícil a margem da sociedade. Se às vezes reclamamos da situção do Brasil, é porque não tomamos conhecimento do que acontece mundo afora. No Brasil o pobre ainda tem oportunidade de estudar, trabalhar e crescer na medida do possível. Lá ainda existe “castas”, onde os mais pobres simplesmente não tem oportunidade. Felizmente há projetos de fora que ajudam estas crianças para que o futuro seja melhor.

Cheguei a visitar a escola um dia. Um motorista chamado Lila me levou. Ele trabalha no hotel em que ficamos hospedados, já conhecia o trabalho de caridade e levava visitantes estrangeiros que se propunham a ajudar a escola.

Em uma das viagens o hotel estava promovendo um festival de comida indiana (que adoro). Fui com meus colegas, uma menina portuguesa, uma japonesa, um piloto do Sirilanca e um colega  indiano que nos explicou o que era cada prato. Foi um jantar muito bom, a comida estava excelente e o clima agradável.

No dia seguinte fui com as duas meninas no Templo dos Macacos (Templo Swayambhunath) e em “Tamil”, uma área comercial de Kathmandu. Pegamos um taxi perto do hotel, foi o único que achamos na rua naquele horário, pois era cedo ainda. Um carro velho, pequeno, todo quebrado. O motorista pegou um caminho estranho, estradas de chão batido com vacas no meio da rua. Impressionante a maneira como ele dirigia e conseguia passar por espaços onde jamais poderia imaginar que coubesse um carro!

Vista do Templo Swayambhunath
Era sábado, então o templo estava lotado, pois as pessoas saem para orar e fazer oferendas de suas tradições (incensos, flores...). A compania estava ótima, o dia bonito e o clima era de verão. Andamos bastante pelo templo, fiz um pequeno vídeo de músicos locais que estou postando abaixo para vocês.


Vimos também uma cena curiosa: algumas pessoas estavam cortando um animal, ali no meio de todo mundo, com macacos e cães na volta.


Saímos do templo e fomos para Tamil, onde fizemos algumas compras. Em uma loja em que não compramos nada, ganhei uma caixinha de incenso, apenas porque comentei com o dono da loja que havia gostado do incenso que ele tinha acendido.

Rua de Tamil
Caminhamos bastante e sem querer chegamos numa área mais residencial, onde vimos alguns açougues com a carne exposta em cima do balcão, sem refrigeração, com moscas ao redor e pessoas comprando. Foi uma cena “diferente” para nós.

Depois voltamos para o hotel. Durante o passeio, para irmos de um lugar para o outro, pegamos 3 taxis diferentes, em 2 os motoristas tinham uma imagem de Buda carro.



Paramos na rua do hotel para comprar presentes, almoçamos e fomos descansar para o vôo. Nas próximas postagens falarei sobre o templo hindu que visitei, o Mosteiro Kopan, a Estupa Boudanath e o dia do terremoto. Obrigada pela vista! 

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